A formação sobre Questões Ambientais e Sociais, promovida pela Unidade de Implementação do Projeto (UIP) Diversifica Mais, contou no seu segundo dia com uma forte adesão por parte dos altos responsáveis da administração local e munícipes da Caála, na província do Huambo.
O evento tinha como objectivo capacitar os participantes sobre temas cruciais relacionados ao desenvolvimento sustentável e à gestão de impactos sociais e ambientais em sede do Projecto “Diversifica Mais”.
Edson Silva (foto destaque), Administrador Adjunto do Município da Caála para a área Financeira, destacou a relevância da formação, afirmando que esta tem sido fundamental para compreender os objectivos e as oportunidades trazidas pelo Projecto “Diversifica Mais” no Corredor do Lobito. “É crucial entender as consequências ambientais e sociais que a implementação do projeto pode trazer para a nossa região”, reforçou.
Benjamim Segunda, Administrador Municipal da Caála para a área Técnica e Serviços Comunitários, elogiou a qualidade técnica das especialistas envolvidas e sugeriu que a formação seja estendida a outras comunidades. “A capacidade das especialistas em transmitir conhecimentos complexos de forma clara e acessível em razão da matéria foi notável”, afirmou.
Celso dos Santos, Secretário Judicial interino do Tribunal da Comarca da Caála, também destacou a importância dos temas abordados, mas questionou a ausência de discussões sobre mecanismos de resolução de conflitos que possam surgir durante a implementação do projecto. Apesar disso, considerou a formação muito proveitosa e enriquecedora.
A formação abrange temas como Violência Baseada no Género, Mecanismos de Sugestões e Gestão de Reclamações, Abuso Sexual e Normas Ambientais, entre outros, e está a ser ministrada por uma equipa de especialistas liderada por Catarina Granjo, especialista social do projecto e composta por Cleide Silva e Ana Colsoul, consultoras ambientais e Telma Carneiro, consultora social da UIP do Diversifica Mais.
Muitas acções do Projecto “Diversifica Mais” seguem a bom ritmo, havendo já algumas em estado avançado, como é por exemplo o caso do apoio prestado na aquisição de meios, material informático e técnico ao IGCA – Instituto Geográfico e Cadastral de Angola, órgão que em sede do Projecto tem a responsabilidade de proceder ao mapeamento e cadastramento de terras nas regiões ao longo do Corredor do Lobito, incluindo naturalmente a Província do Huambo.
Igualmente, já decorrem estudos para as obras na área em que vai ser instalada a Plataforma Logística da Caála, onde numa primeira fase se prevê, por exemplo, a implementação de uma solução transitória para o armazenamento de produtos agrícolas, ainda antes da construção da própria infraestrutura técnica da Plataforma.